Semântica



  • Tanto quanto me possa ocorrer, o português não tem realmente uma boa palavra para o sentido deste conteúdo. No entanto, para usar uma palavra estrangeira, há uma que praticamente se incorporou ao nosso entendimento geral, mas é de origem francesa, ENQUETE.

    Editando: Estive pesquisando (haha, hem?). Esta palavra, enquete, já está admitida nos dicionários de português. Ela é muito melhor e mais divulgada do que pesquisa (que tem o sentido muito alargado e vago) do que "poll" nem se fala, para muito poucos que lerem ela trará uma compreensão melhor do que pesquisa. Já enquete, acredito que trará uma compreensão imediata e volumosa em termos de leitores que vão lendo e compreendendo imediatamente.
    O dicionário Priberam dá como significado: "sondagem de opinião". Quer melhor?


    ModEdit: postagens separadas do tópico: https://forum.vivaldi.net/topic/32482/pesquisa-poll



  • Agora, é que me lembrei de que nos fóruns do Opera, a palavra em inglês que era usada não era poll, mas, survey, bastante melhor.

    O "noruinglês" era melhor do que o "islanglês".

    Traduzindo "poll" do inglês para o francês, a correspondência é melhor do que a para o português, eis que a palavra com maior ênfase é: "sondage".



  • E que tal Inquérito, ou Sondagem?
    (já aqora, não sei se percebi qual é a palavra que estão a tentar traduzir do inglês? É "poll"?)


  • Moderator



  • @pauloaguia said in Semântica:

    E que tal Inquérito, ou Sondagem?

    Minha intervenção foi devido a reconhecer que é difícil colocar um título em português que bem expresse a palavra inglesa "poll", isto é, quem passe pela lista de postagens entenda imediatamente do que se trata.

    Pessoalmente, vejo inquérito mais apto para coisas oficiais, policiais, judiciais. Sondagem, a primeira coisa que me traz é relativa a terreno, composição de solo, ou outros ambientes. Não que eu iria pensar que se ela fosse o título numa listagem aqui, o assunto seria de prospecção do solo ou de outras estruturas, como mar, etc..

    Como comentei no início, enquete já está admitida nos dicionários de português, aportuguesada do francês "enquête", e o desdobramento analítico "sondagem de opinião" é o que há!, no meu entendimento e sentimento.

    Se eu tivesse que reformular o titulo deste tópico do tópico de que este foi desmembrado, talvez pusesse "Enquete sobre abas no Vivaldi" ou "...sobre guias...". É correr os olhos na lista e imediatamente ficar sabendo do que se trata, exatamente.

    Não posso deixar de dizer que o título "Semântica" honrou este trecho que foi desmembrado ("split") e por consequência ficou como sendo um tópico que eu tivesse lançado. Foi aquinhoado com um título magnífico, que quase me intimida. Grato pela consideração.



  • @quinca71 said in Semântica:

    Pessoalmente, vejo inquérito mais apto para coisas oficiais, policiais, judiciais. Sondagem, a primeira coisa que me traz é relativa a terreno, composição de solo, ou outros ambientes. Não que eu iria pensar que se ela fosse o título numa listagem aqui, o assunto seria de prospecção do solo ou de outras estruturas, como mar, etc..

    Mais uma das muitas diferenças entre as versões do português creio eu 🙂
    Aqui em Portugal é perfeitamente natural ser abordado na rua ou telefonicamente e nos perguntarem se temos tempo para responder a um "pequeno" inquérito. E, talvez para desfazer essa mesma ambiguidade, normalmente os inquéritos do outro tipo são sempre referidos como "inquérito policial" ou "inquérito judicial", por exemplo.

    Pessoalmente, sempre que faço traduções, procuro optar por palavras mais portuguesas em detrimento de estrangeirismos. Desde, claro, que respeite a norma em uso. Por exemplo, seria incapaz de traduzir um texto para cá usando "abas" ou "guias" porque aqui simplesmente ficaram conhecidas como "tabs". Ao contrário, por exemplo o "rato", a maior parte dos brasileiros acha absurdo chamar qualquer outra coisa que não "mouse".

    Enfim, já que o tópico ficou com este nome, acho que este comentário até nem foge muito ao assunto 🙂



  • @pauloaguia
    Eu nem tinha percebido que teu português é "da terrinha". Aqui, como meu navegador é no português que se escreve/fala no Brasil, me ative a isso. Mesmo porque não teria condições de me pronunciar sobre "teu" português. Para terminar, um estrangeirismo: hugs.



  • @pauloaguia said in Semântica:

    Aqui em Portugal é perfeitamente natural ser abordado na rua ou telefonicamente e nos perguntarem se temos tempo para responder a um "pequeno" inquérito.

    Permita-me "espichar" um pouquinho mais. Talvez seja mais da minha região no Brasil, um país continental em extensão territorial, mas se alguém me perguntar se posso responder um inquérito, na rua, eu peço identidade dele e que espere, porque vou chamar meu advogado. Hehehe.



  • @pauloaguia

    Aqui, no Português, falta muito pouco para que seja exclusividade os intervenientes com navegador no chamado PtBR e se expressando na língua caracterizada pelo modo brasileiro.

    Você é uma raridade e provavelmente será efêmero, muito contra os meus desejos e expectativas originais.

    Mas, deixe-me aproveitar enquanto você está e lhe expor.

    Fiquei curioso pela repercussão da palavra "enquete" junto à maioria da população lusitana.

    Suponhamos que tivesse sido eu quem tivesse lançado o tópico da enquete sobre as abas/guias e se tivesse que me avir também com um sonhado, porém desesperançado contingente mais significativo de lusos aqui intervindo regularmente.

    Se eu o tivesse lançado com o título "Enquete sobre guias (ou tabs, para o português europeu) no Vivaldi", o efeito teria sido abrangedor de Brasil e Portugal?



  • @quinca71 said in Semântica:

    Você é uma raridade e provavelmente será efêmero, muito contra os meus desejos e expectativas originais.

    Ena, quanta fé! (ou falta dela 🙂 ) Só para dar uma ideia, segundo o meu perfil, já me inscrevi nos fóruns há 10 meses e deixei mais de 50 mensagens. É verdade que não sou muito ativo em nenhum dos fóruns em particular, mas apesar de tudo ainda vou seguindo mais ou menos que se passa por aqui. E se apenas mudei para o vivaldi há coisa de um ano, foi porque usava o Opera desde 2000 e levei bastante tempo a perder a esperança de que voltasse a ser o browser que já foi em tempos...

    Acho que o facto de haver poucos portugueses tem a ver com uma certa falta de "à vontade" quando chegam a fóruns ou salas de chat cheias de brasileiros, a falar num português que até percebemos, mas que muitas vezes soa a língua estrangeira.
    Regra geral, ao fim de 2 ou 3 frases é fácil perceber qual a variante falada e, muito para o meu descontentamento, raramente há misturas. Mesmo nos fóruns portugueses que frequento, os poucos brasileiros que participam são quase todos residentes em Portugal.

    @quinca71 said in Semântica:

    Se eu o tivesse lançado com o título "Enquete sobre guias (ou tabs, para o português europeu) no Vivaldi", o efeito teria sido abrangedor de Brasil e Portugal?

    Digamos assim - um português teria percebido quase de certeza do que se tratava. Até porque "enquete" tem a mesma origem da palavra "inquérito", que foi aportuguesada para esta última forma algures pelo caminho. Mas também ia perceber que foi escrito em português do Brasil e talvez não abrisse... ou sim, depende do empenho em contribuir para o browser.

    Já agora, por outro motivo, descobri hoje nas configurações, que o tradutor do Vivaldi para português europeu, mais perspicaz do que eu, traduziu tab para separador, que é uma tradução perfeitamente adequada para o português de cá (e que vou tentar passar a usar em detrimento do anglicanismo).

    Mas regra geral é quase impossível fazer uma tradução neutra. Há várias questões gramaticais que simplesmente nos separam (e que fazem com que o português seja das primeiras línguas a aparecer com 2 variantes na maior parte das aplicações. Alguns exemplos:

    • o uso e abuso do gerúndio vs a forma "a + <infinitivo>". Ex: Estou gostando disto vs Estou a gostar disto
    • o uso e abuso de artigos do nosso lado. Ex: Meu nome é Paulo vs O meu nome é Paulo
    • a ausência /existência de formas de tratamento formais e informais. Ex: Você fez bem vs Fez bem (mais formal) vs "Fizeste bem" (mais informal, com pessoas mais chegadas)
    • a insistência em referir o sujeito, mesmo quando não é necessário. Ex: Você está errado vs Está(s) errado
    • etc.
      Isto, claro, sem falar da quantidade de vocábulos que evoluíram de forma diferente nas duas normas do português - por cá um cacete é simplesmente um pão comprido e uma rapariga tão inocente como uma menina 🙂
      E sem falar do sotaque (que só se nota na escrita mas fonética, que hoje está tanto na moda nos SMSs, por exemplo) - a variante brasileira soa mais musical, com vogais mais abertas (excetuando uma tendência para transformar uma série de ó em ô como em António ou em astrónomo), e a variante europeia é mais fechada, corta metade das sílabas após a tónica e tem a tendência a transformar os s no fim das sílabas em chs

    Da mesma forma que quando eu falo em português com a minha esposa canadiana, escolho as palavras que são mais facilmente traduzíveis, é fácil cair na tentação de fazer o mesmo ao falar com brasileiros e, até certo ponto, é possível fazê-lo. Mas simplesmente não dá para evitar ter que escolher construir as frases mais como brasileiro ou mais como português (e imagino que se metêssemos o português africano à mistura, a confusão seria maior ainda; mas aí já não tenho tanto contacto para uma opinião fundamentada).



  • @pauloaguia

    Como dizia minha amadíssima mãe, tudo isso é uma Babilônia!

    Vou tentar apor uns comentários esparsos, não organizados estruturalmente, por falta de competência e para não tornar tudo excessivamente volumoso.

    A Babilônia ainda mais se agiganta, quando juntamos ao continente africano o Brasil, um país-continente: os sotaques e modos de cariocas, baianos e nordestinos, a pronúncia e modos de sulistas (Paraná e Santa Catarina), São Paulo e Rio Grande do Sul (gaúchos), estes à parte nessa região sulista.

    Canadiana aqui seria canadense (comum para os dois gêneros).

    Acho a pronúncia lusitana mais bonita do que a nossa, em termos de estilo, da eufonia-segundo-Quinca71, mas a brasileira mais clara, mais escandida ao entendimento da fonação.

    Gostaria de que usássemos o "tu" em absoluta predominância sobre o "você", mas não à moda gaúcha que uma vez ouvi, só pondo o pronome, mas conservando as desinências da terceira pessoa... sem mais comentários...

    Quando li um poema de Fernando Pessoa, especialmente um deles, compreendi a importância de ter como linguagem original o português. Se bem que Fernando Pessoa gera uma escrita da alma, mas é necessário ser lido em português, porque ele parte da alma portuguesa para a universal e tem como âmbito final o celestial.

    Editado: A postagem estava vazia, continha apenas o nome do usuário 'pauloguia'.
    A seguinte postagem, continha o texto, porém endereçada ao próprio autor.



  • @Quinca71 said in Semântica:

    Editado: A postagem estava vazia, continha apenas o nome do usuário 'pauloguia'.
    A seguinte postagem, continha o texto, porém endereçada ao próprio autor.

    Valeu, moderação! Muito grato. Eu estava trabalhando nesta resposta, quando a mandei publicar, o Viva ainda estava na manutenção e a Internet caiu no meio do envio.


 

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